O grande problema da arqueologia de emergência em Portugal está patente no Alqueva: o que fazer depois das escavações, com os milhares de contentores com materiais arqueológicos?
Por norma, as empresas apresentam orçamento para a execução dos trabalhos de campo, ficando de fora o estudo dos materiais arqueológicos.
Segundo a notícia do Jornal Público, no dia 26 de Fevereiro "Os trabalhos arqueológicos realizados ao abrigo do projecto Alqueva e da construção da barragem custaram 14 milhões de euros, mas os quase 1000 vestígios recolhidos continuam fechados em contentores, à espera que haja condições que permitam o seu estudo e a sua divulgação científica (.../...) O material recolhido enche centenas de contentores à espera que haja condições que concretizem o seu "estudo e divulgação científica", observou António Carlos Silva, coordenador dos trabalhos arqueológicos de Alqueva entre 1996 e 2002" - http://jornal.publico.clix.pt/noticia/26-02-2010/mil-achados-arqueologicos-continuam-a-espera-depois-de-14-milhoes-gastos-em-escavacoes-18880368.htm.
Quem irá agora estudar este importante espólio? As empresas? Para além de alguns sítios mais emblemáticos, as empresas não estão vocacionadas para fazerem investigação.
Resta então às Universidades, através dos alunos de 2º e 3º Ciclos iniciarem o seu estudo...

