segunda-feira, 19 de abril de 2010

(Re) visitando monumentos megalíticos

Recinto Megalítico dos Perdigões (Reguengos de Monsaraz)
Como referi anteriormente, apesar das condições não serem adequadas para a realização de algumas prospecções, os monumentos megalíticos continuam bem visíveis...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

“Arte e Património”: Ruralidades, ciência e arte nas terras de Monsaraz

18 de Abril

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

“Património Rural/Paisagens Culturais”
PROGRAMA
Locais: Monte do Barrocal e Lagar de azeite SEM FIM – Telheiro, Monsaraz
 
9.30h - MONTE DO BARROCAL
Encontro na entrada do Monte do Barrocal. Visita ao Monte a partir da reportagem do Diário de Notícias de 1927 que entrevista o proprietário do Barrocal e mostra em detalhe como funcionava o Monte do Barrocal no seu auge. O Monte do Barrocal é um dos mais significativos exemplos da região das unidades de exploração agrícola do Sul herdeiras da matriz romana que estão na base da paisagem cultural alentejana.
 
10.30h – CICLO DA LÃ/FESTA DA LÃ.INSTALAÇÃO/PERFORMANCE NO PÀTIO DO MONTE DO BARROCAL
Na Festa da lã pisa-se e feltra-se um têxtil ao som dos cantares femininos do Alentejo. Uma festa colectiva em que todos são chamados a participar e que conta com o Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo que acompanha com cante esta recriação artística performativa de uma actividade ancestral e matricial da região e que se filia também nos ciclos transumantes de deslocação dos rebanhos para as terras planas do Sul. Este movimento cíclico, secular, moldou também ele a nossa cultura, a paisagem rural do Sul a nossa arte a nossa arte funcional dos tecidos, das mantas, das lãs e todo um mundo de cultura a explorar para o futuro.
 
12.30h – ALMOÇO NO MONTE DO BARROCAL.
Todos vamos pôr em comum os alimentos e bebidas que trouxermos para o piquenique como sempre se fez nas festas campestres agrícolas e rituais da região. Vamos almoçar no telheiro do monte. Vinho de Reguengos, pão do Baldio queijo fresco de cabra da Corredoura de Monsaraz e tudo o mais que vier, espargos e túberas, cilarcas e paios, bolos folhados da Páscoa, bolos fintos e licores de café e poejo
 
15.00h – 18.00h Sessão de conversas e estórias escolhidas no SEM-FIM sobre o património rural, entre os que ainda constroem diariamente esse património e os que o estudam e investigam, contribuindo para a sua valorização e reconhecimento.
Participam: Cláudio Torres (arqueólogo), José Aguiar (arquitecto), Aurora Carapinha (arquitecta paisagista), Maria Fernandes (arquitecta), Ana Paula Amendoeira (historiadora), Fino (hortelão), Rafael Alfenim (arqueólogo), Luís Dias (artesão de materiais tradicionais de construção, tijolo burro, baldozas), Maria da Conceição Lopes (arqueóloga),Santiago Macias (arqueólogo), Mestre Velhinho (oleiro ainda com o conhecimento da construção das grandes talhas de barro), José António Uva (proprietário do Monte do Barrocal e promotor de projecto turístico), Joaquim Grave (ganadeiro), Daniel Monteiro (arquitecto paisagista e autor do projecto de reinstalação do cromeleque do Xerez), José Alberto Ferreira (professor de Artes/festival Escrita na Paisagem), Arlinda Ribeiro (restauradora de escultura e pintura mural), Jorge Cruz (arquitecto), Miguel Reymão (arquitecto), Vitor Ribeiro (arquitecto), João Pina (apanhador de espargos, túberas e cilarcas e conhecedor do campo, dos moinhos e dos sítios de pesca e caça, dos velhos caminhos e veredas), Alfredo Sendim Cunhal (agricultor), Ana Luísa Janeira (filósofa), Teresa Perdigão (antropóloga) e outros que apareçam e queiram participar.
 
Das 19h às 20h, percorrer a pé os percursos do imaginário, pequenos passeios a pé criados pela ADIM baseados nas lendas e estórias locais, passear entre menires e no romanzal, na rocha da noiva e/ou em Santa Catarina, apanhar laranjas nos Reboredos.
Tudo ali à volta só para fazer fome para o jantar
 
Durante a tarde:
Exposição na Galeria do SEM FIM de obras do escultor Gil Kaaliswart feitas a partir de peças ligadas ao património rural.
 
Às 20h Jantar no SEM FIM com o Grupo coral de Monsaraz, homens vestidos de fato domingueiro, bem dispostos que gostam de conversa e cante à volta de um ou vários copos de vinho, pão e queijo.
 
A participação nas actividades é gratuita. É uma festa do património rural.
Pede-se a todos que queiram participar no pic-nic o favor de trazerem alimentos e bebidas para pormos em comum.
O Jantar no SEM FIM custa 15 euros por pessoa
 
É necessária inscrição prévia (por mail) para a participação nas actividades e para o jantar até ao dia 17 de Abril.
CONTACTO para informações e inscrições: Ana Paula Amendoeira, anamendoeira@hotmail.com
tm 966824189
 
Cantamos, conversamos e divertimo-nos que é o mais importante para festejar o nosso mundo rural e aquilo que ele nos pode dar para a qualidade do nosso futuro
 
Organização: ICOMOS-Portugal, Direcção Regional de Cultura do Alentejo, Festival Escrita na Paisagem, ADIM
Apoios: Monte do Barrocal, Restaurante SEM-FIM, Município de Reguengos de Monsaraz, Município de Viana do Alentejo, Jornal Palavra

terça-feira, 13 de abril de 2010

Depois da tempestade...

vem a bonança!
No entanto, este ano, este ditado popular não se aplica aos arqueólogos...

A prospecção arqueológica encontra-se condicionada por vários factores:
a) Experiência do prospector (formação e preparação);
b) Condições em que se encontra o sítio arqueológico (grau de destruição; quantidade de materiais existentes à superfície);
c) Condições físicas dos terrenos (erosão; sedimentação; visibilidade e acessibilidade).
Depois de um Inverno particularmente chuvoso, que impediu a acessibilidade a grande parte dos terrenos, temos agora uma Primavera exuberante e cheia de beleza... mas, a presença de abundante pasto e espécies arbustivas, significa baixos níveis de visibilidade dos terrenos.

Realizar trabalhos de EIAs torna-se difícil pois apenas se conseguem visualizar/identificar estruturas positivas (a arqueologia da "cota positiva"), abrigos, grutas e, naturalmente, monumentos megalíticos...

















Podemos, sempre, fazer ensaios de recolha de plantas aromáticas e medicinais, abundantes no tradicional maquis e garrigue mediterrânico.

"...beldroegas, acelgas, labaças, cardos, espargos, saramagos, tomilho, orégão, alecrim, murta, coentro, hortelã, hortelã da ribeira e poejo, o mais alentejano dos cheiros..."(p.52)
in: A.M. Galopim de Carvalho (2002) - ...Com poejos e outras ervas. Lisboa: Âncora Editora.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Nª Senhora da Lapa (Alegrete)

As pinturas existentes na gruta da Capela de Nª Sª da Lapa foram identificadas, nos finais de 2009, pela equipa de arqueólogos coordenada pelo Prof. Jorge de Oliveira, no âmbito do projecto ARA.
































Congresso da UISPP

Apesar de inicialmente estar prevista a sua realização na Austrália, o 18º Congresso da UISPP acabou por ser transferido para França (Paris)...