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terça-feira, 11 de maio de 2010

Estruturas de produção e transformação no mundo rural romano do Alentejo interior

Workshop Dryas’10
Data: 17 e 18 de Junho
Local: Beja, Edifício da EDIA


"A exploração agrícola terá constituído um motor económico fulcral da ocupação romana do território sul-peninsular, onde as villae assumiram um papel estruturante da hierarquia deste ordenamento latifundiário.
Afectando maioritariamente implantações topográficas distintas das opções recorrentes para a instalação da pars urbana das villae, a multiplicação de intervenções arqueológicas no âmbito do projecto de Alqueva tem produzido um acréscimo de dados para a discussão dos contextos técnicos da produção destas unidades agrícolas do interior do Alentejo romano.
O encontro centrar-se-á na análise de estruturas técnicas, que constituem testemunhos arqueológicos  privilegiados das actividades produtoras e transformadoras realizadas nas villae. Porém, mesmo quando este tipo de estruturas foi escavado, a compreensão da economia produtiva do sítio é frequentemente dificultada por insuficiências do próprio registo arqueográfico, sempre fragmentário e apenas indirectamente representativo das actividades de produção e transformação originalmente realizadas: por questões de evolução pós-deposicional diferencial; pelos diferentes potenciais de fossilização no registo arqueológico das várias actividades técnicas; ou pela existência frequente de “produções arqueologicamente silenciosas”.
Não obstante surja de problemas muito específicos decorrentes das intervenções preventivas no Alentejo, este workshop enquadra-se num crescente debate científico de âmbito peninsular acerca das questões inerentes à organização da produção local e às redes de interacção económico-social.

A Dryas propõe uma reunião centrada em questões muito específicas e que consideramos fundamentais para a produção de futuras sínteses interpretativas, de que destacamos:

1º. A reconstituição dos processos de formação e evolução pós-deposicional do registo estratigráfico;

2º. As questões de cronologia e diacronia;

3º. A compreensão e contextualização histórica dos processos de abandono;

4º. A determinação da funcionalidade específica das estruturas;

5º. Os problemas relativos à organização interna do espaço à escala do sítio e dimensão global das áreas técnicas;

6º. A questão da relação espacial com outros pontos do território e sítios coetâneos."

Para obterem informações sobre este Workshop da DRYAS:


http://www.dryas-arqueologia.pt/
cursos@dryas-arqueologia.pt

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